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	<title>memoriando... / Parido Revolucionário do Proletariado</title>
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		<title>História</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 23:12:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo do ano de 1970, à medida que nasceram e foram criadas as Brigadas Revolucionárias (BR) criou-se também o esboço duma organização política mais ampla que fosse para além das BR. A estrutura que criou as BR e mais tarde o PRP tomou conta das instalações em Argel da Frente Portuguesa de Libertação Nacional [...]]]></description>
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<p>Ao longo do ano de 1970, à medida que nasceram e foram criadas as Brigadas Revolucionárias (BR) criou-se também o esboço duma organização política mais ampla que fosse para além das BR.</p>
<p>A estrutura que criou as BR e mais tarde o PRP tomou conta das instalações em Argel da Frente Portuguesa de Libertação Nacional (FPLN), incluindo a sua rádio, Voz da Liberdade. Por este motivo e antes da criação formal do PRP, este movimento foi por vezes designado de “Frente”.</p>
<p>Dezembro de 1971 – o documento <em>Contribuição para um movimento revolucionário organizado dos trabalhadores portugueses</em>, publicado um mês depois da primeira acção das BR, é o documento fundador do movimento que se viria a formalizar como PRP. (Documento do Partido Revolucionário do Proletariado Brigadas Revolucionárias, Edições Revolução, Lisboa, 1974).</p>
<p>A partir daí e definidas as grandes questões que podiam aglutinar os militantes formam-se núcleos de acção clandestina, de acção nas lutas de trabalhadores, nos sindicatos, nas organizações católicas. A orientação e organização caminham a par das BR.</p>
<p>Setembro de 1972 &#8211; Entrevista do “Camarada André” (Carlos Antunes”) à rádio Voz da Liberdade.</p>
<p>30 de Dezembro de 1972 &#8211; Militantes cristãos organizaram uma assembleia de protesto contra a guerra colonial, na Capela do Rato em Lisboa, que culminou numa greve de fome. Os militantes que tomaram a iniciativa e que fizeram a leitura da proclamação, aos quais se juntaram outros militantes cristãos no núcleo organizador, eram membros das BR. Na assembleia assistiam cristãos e não cristãos. Simultaneamente, através da comunicação ao exterior das BR era dado a conhecer ao estrangeiro o acontecimento e a proclamação com divulgação através de jornais, agências e instituições.</p>
<p>No dia seguinte as “Comissões de trabalhadores revolucionários” divulgaram o acontecimento através de petardos e um dia depois um novo documento denunciava as prisões que entretanto a PIDE desencadeara entre os grevistas.</p>
<p>Abril de 1973 &#8211; Divulgação do documento para uma Frente Revolucionária dos Trabalhadores Portugueses.</p>
<p>1º de Maio de 1973 &#8211; A par da sabotagem do Ministério das Corporações realizada pelas BR, militantes de todos os sectores espalharam 200 petardos por todo o país de Norte a Sul.</p>
<p>Setembro de 1973 &#8211; Congresso fundador do PRP-BR. Estiveram presentes delegados do Sector Operário, do Sector da Luta Legal, do Sector da Luta Armada, do Sector da Informação e do Sector da Emigração (relatórios dos sectores publicados em Documentos do PRPBR 1971-1974, edições Revolução, Lisboa, 1974).</p>
<p>Comunicado da criação do PRP, designação votada no Congresso. A Rádio Voz da Liberdade passou a ser designada por Voz da Revolução.</p>
<p>Novembro/Dezembro 1973 – vaga de prisões no PRP. Uma parte da estrutura passa à clandestinidade.</p>
<p>20 de Março de 1974 – último documento impresso na tipografia clandestina do PRP, situada na Maia, junto ao Porto. Chamava-se “organizemos um 1º de Maio de combate” e analisava as movimentações militares e as lutas operárias e estudantis.</p>
<p>25 de Abril de 1974 &#8211; O PRP passa à legalidade. As BR cessam as acções armadas. O PRP apela à organização autónoma dos trabalhadores. Passa a integrar-se nas lutas de bairro, de empresa e de rua.</p>
<p>12 de Maio de 1974 &#8211; Manifesto de análise à situação política.</p>
<p>24 de Maio de 1974 &#8211; Comício anti-colonial de unidade revolucionária no Coliseu dos Recreios.</p>
<p>25 de Maio de 1974 &#8211; Manifestação anti-colonial de unidade revolucionária no Rossio.</p>
<p>1 de Junho de 1974 &#8211; Publica-se o nº 1 do jornal Revolução, órgão do PRP-BR. Directora – Isabel do Carmo.</p>
<p>8 de Junho de 1974 &#8211; O PRP toma posição pública em defesa da libertação de Saldanha Sanches, director do “Luta Popular” órgão do MRPP.</p>
<p>Agosto de 1974 &#8211; II Congresso do PRP-BR.</p>
<p>No decurso de 1974 &#8211; O PRP e os seus núcleos de empresa integram-se nas lutas das empresas de que destacamos a Radiotelevisão Portuguesa, os CTT, a TAP, o Jornal do Comércio, Efacec, Standard Eléctrica, Timex, Lisnave, Sogantal, Charminha, Naturana, Propam .</p>
<p>28 de Setembro de 1974 &#8211; Integração na manifestação anti-fascista contra a “Maioria Silenciosa”</p>
<p>Outubro de 1974<strong><em> -</em></strong> Manifesto “Fascismo ou Socialismo”.</p>
<p>26 de Outubro de 1974 &#8211; Uma só solução – Revolução Socialista.</p>
<p>Desenvolvimento da Campanha pela revolução socialista (cartazes de referência).</p>
<p>7 de Fevereiro de 1975 &#8211; Integração na grande manifestação anti-capitalista revolucionária que acabou em frente do Ministério do Trabalho.</p>
<p>Março de 1975 &#8211; O PRP integra as primeiras ocupações de terras.</p>
<p>11 de Março de 1975 &#8211; Tentativa e aproveitamento de golpe militar de direita. O PRP é visado.</p>
<p>Eleições para a Assembleia Constituinte &#8211; O PRP toma uma posição contra a realização de eleições.</p>
<p>Maio de 1975 &#8211; Ascensão dos conselhos revolucionários com integração de militantes do PRP.</p>
<p>Maio de 1975 &#8211; Apelo à luta pela independência de Timor-Leste.</p>
<p>22 de Maio de 1975 &#8211; Apoio à luta do MPLA em Angola e reprovação da FNLA e da UNITA; assinada conjuntamente por CIDAC, FSP, LCI, LUAR, MÊS e PRP-BR.</p>
<p>17 de Junho de 1975 &#8211; Grande manifestação dos Conselhos Revolucionários de operários, soldados e marinheiros (fotos). Integração dos militantes do PRP-BR.</p>
<p>Ocupação da Rádio Renascença pelo seu conselho de trabalhadores. Integração do PRP-BR.</p>
<p>3 de Julho de 1975 &#8211; Ocupação do jornal República pelo seu conselho de trabalhadores. Integração do PRP-BR.</p>
<p>1 de Agosto de 1975 &#8211; Resistência armada do PRP-BR na sede de São João da Madeira.</p>
<p>Elaboração e publicação do <em>Documento do Copcon</em> por militares e civis revolucionários que se contrapõe ao Documento dos Nove.</p>
<p>19 de Agosto 1975 – Grande manifestação de apoio ao Documento do Copcon. Integração do PRP-BR.</p>
<p>25 de Agosto 1975 – Constituição da Frente de Unidade Revolucionária (FUR) com os seguintes partidos ou organizações: PRP-BR, PCP, LCI, LUAR, 1º de Maio, Base-FUT (a 28 de Agosto o PCP abandonou a FUR).</p>
<p>27 de Agosto de 1975 – O PRP-BR integra a liderança  da grande manifestação da FUR, que termina no Palácio de Belém.</p>
<p>4 de Setembro de 1975 &#8211; Militantes do PRP –BR estão na iniciativa da criação dos primeiros SUV, no Porto.</p>
<p>3 de Setembro de 1975 – Grande comício do PRP-BR no Pavilhão dos Desportos.</p>
<p>10 de Setembro de 1975 &#8211; Militantes do PRP-BR entre a liderança da manifestação dos SUV no Porto.</p>
<p>25 de Setembro de 1975 &#8211; Militantes do PRP-BR entre a liderança da manifestação dos SUV em Lisboa.</p>
<p>29 de Setembro de 1975 &#8211; Militantes do PRP-BR entre os conselhos que nas rádios e TV invertem o sentido da ocupação pela tropa. Isabel do Carmo parte do Palácio Foz e integra uma representação da FUR que vai falar com Pinheiro de Azevedo, Presidente da República interino (na delegação estão Afonso Barros e Augusto Mateus do MES).</p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">7 de Outubro de 1975 &#8211; Militantes do PRP-BR estão na ocupação do RASP no Porto.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">9 de Outubro de 1975 &#8211; Militantes do PRP-BR na manifestação dos SUV em Coimbra.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">11 de Novembro de 1975<strong><em> -</em></strong> Carlos Antunes é convidado e está presente na cerimónia de declaração de independência de Angola, em Luanda.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">12 de Novembro de 1975<strong><em> -</em></strong> Militantes do PRP-BR integram a manifestação da Construção Civil que acaba em São Bento.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">25 de Novembro de 1975 &#8211; Golpe de direita que vinha sendo preparado desde Agosto. O PRP e o MES assinam comunicado conjunto na madrugada desse dia.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">27 de Novembro de 1975 &#8211; O PRP apela à libertação dos militares revolucionários.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">7 de Dezembro de 1975<strong><em> -</em></strong> O PRP apela à libertação dos militares revolucionários e ao poder popular.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">20 e 21 de Dezembro de 1975<strong><em> -</em></strong> Um plenário de responsáveis do PRP reúne-se no Barreiro e emite um documento de análise da situação e apela à resistência e à luta.</span></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="font-style: normal; font-weight: normal;">Dezembro de 1975<strong><em> &#8211; </em></strong>Isabel do Carmo, como directora do Revolução tem o primeiro processo por crime de imprensa após a constituição do 1º Governo que sucedeu ao golpe.</span></em></strong></p>
<p>Início de 1976 -<strong><em> </em></strong>Desencadeiam-se processos contra Carlos Antunes e Isabel do Carmo nas estruturas militares.</p>
<p><em><span style="font-style: normal;">1976-1977</span><strong> &#8211; </strong></em>O PRP mantém a sua estrutura organizativa. Fazem-se grandes plenários em Setúbal, na Marinha Grande, em Viana do Castelo, em Faro e em Lisboa.</p>
<p>1978 -<strong><em> </em></strong>É constituída a Organização Unitária de Trabalhadores (OUT), integrando militantes do PRP.</p>
<p>Junho de 1978<strong><em> &#8211; </em></strong>Uma onda de prisões leva para a cadeia militantes do PRP, entre eles Carlos Antunes, Isabel do Carmo, José Guedes, Fernanda Fráguas.</p>
<p>Dezembro de 1978<strong><em> &#8211; </em></strong>Os presos do PRP manifestam-se contra o assassinato de um preso denunciante, praticado com o seu desconhecimento e à revelia dos métodos até aí defendidos. A fracção do PRP em liberdade “expulsa-os”.</p>
<p>Janeiro de 1979<strong><em> &#8211; </em></strong>Início do julgamento de Carlos Antunes, Isabel do Carmo e Fernanda Fráguas. Condenações em 1ª instância a 15, 14 e 11 anos. Recurso.</p>
<p>Março/Abril de 1979<strong><em> &#8211; </em></strong>Alguns militantes, da fracção do PRP que entrara em dissidência, integram com outras pessoas a criação das FP-25. Os presos manifestam o seu antagonismo.</p>
<p>Novembro de 1979<strong><em> &#8211; </em></strong>Grande greve da fome de 30 dias pela aplicação da lei de Amnistia.</p>
<p>Ano de 1980 -<strong><em> </em></strong>São presos Amílcar Romano e Vitória Soares.</p>
<p>Julho de 1982 -<strong><em> </em></strong>Libertação dos últimos presos do PRP –<strong><em> </em></strong>Carlos Antunes, Isabel do Carmo e Fernanda Fráguas. A libertação é precedida de uma greve da fome de protesto contra o prolongamento da prisão preventiva – 4 anos.</p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;"><span style="font-style: normal;">O</span></span><span style="font-style: normal; font-weight: normal;">utubro de 1982<strong><em> &#8211; </em></strong>Em plenário o PRP é dissolvido. Os militantes integram sucessivamente a convergência de Esquerda (com todos os partidos da esquerda revolucionária), a Comissão Pró-Amnistia de Otelo e seus companheiros<strong><em> </em></strong>e o Fórum Ecologista e Alternativo.      </span></em></strong></div>
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